milton otavianoMilton Otaviano dos Santos

Milton Otaviano iniciou as atividades dentro de quatro linhas como jogador, seus primeiros passos como assistente foi aos 16 anos quando era convidado a apitar jogos de amistosos amadores em Nova Descoberta. Em 1982 entrou na carreira militar onde permaneceu por oito anos. Dentro das forças armadas, foi promovido a sargento o que não o impediu de continuar apitando nas partidas dos jogos internos.

Quando deixou o exército em 1990 se inscreveu no curso de árbitro da Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), concluiu como o primeiro da turma. Logo após passou a se credenciar profissionalmente na Federação e trabalhar em jogos de divisão amadora e categorias de base, até atingir o nível de profissional.

Em 1992, foi indicado para testes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e após a aprovação, passou a integrar o quadro da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (Conaf). Em seguida, foi escalado para apitar os primeiros jogos como profissional pelas séries A, B, e C.

O primeiro jogo que apitou como profissional foi no clássico ABC e América, em outubro de 1992. Milton esclareceu que na época os árbitros bandeiravam e apitavam. No mesmo ano, tentando minimizar as falhas, a FIFA criou o quadro de árbitros especializados em assistentes.

O árbitro explicou que passou a fazer parte do conjunto de assistentes internacionais quando a FIFA institui, em 1992, que todas as associações nacionais deveriam ter assistentes especializados. Para isso foram convocados 15 árbitros de várias federações espalhadas pelo Brasil.

No Rio Grande do Norte, Milton Otaviano foi indicado pelo presidente da Comissão de árbitros Jader Correa da Costa. Em outubro de 1993, seguiu para o Rio de Janeiro onde fez a avaliação física, avaliação de regra e prestou um curso intensivo de árbitro assistente. Foi aprovado e passou para o quadro efetivo em 1994.

Em 1993 iniciou a participação em jogos de primeira divisão trabalhando no jogo Bahia e São Paulo. Nos anos seguintes, atuou em partidas de Campeonato Brasileiro, Copa João Havelange, Copa do Brasil, Eliminatórias e Copa Sulamericana.

Com o escudo FIFA teve sua primeira atuação em 1995 no jogo entre Brasil e Eslováquia, em Fortaleza. No ano de 1996, foi escalado para a final da Copa do Brasil entre Palmeiras e Cruzeiro, no Parque Antártica, São Paulo.

Bandeirou em jogos da eliminatória entre Colômbia e Argentina, Jamaica e El Salvador, Bolívia e Argentina e Chile e Bolívia entre os anos de 1997 e 1998. Participou nas duas partidas da final da Copa João Havelange, em 2000, entre Vasco e são Caetano.

Em 2001, foi escalado para o Campeonato Sulamericano masculino sub 17 em Arequiepa no Peru. Nos anos de 2002 e 2005, atuou na final da Copa do Brasil. Em 2007 trabalhou em cinco jogos no Panamericano realizado no Rio de Janeiro participando da final no jogo entre Jamaica e Equador.

Em 1998, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo realizada na França. O assistente anulou um gol de Amoroso no amistoso com a Holanda, apesar de validado pelo árbitro e pelo assistente. O potiguar interferiu na marcação e acusou uma condução com a mão do jogador, que foi comprovado através da televisão.

Impressiona a todos sua firmeza agilidade e conhecimento das regras. Ele encerra sua gloriosa carreira em 2008 como um dos principais nomes da arbitragem nacional e internacional.

Foi convidado para ser Instrutor Técnico da CBF e se tornou Presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol.